A Casa Fanti-Ashanti localiza-se no bairro do Cruzeiro do Anil, em São Luís, no estado do Maranhão, no Brasil.

É uma casa de candomblé e tambor de mina, da nação Jeje-Nagô, fundada 1954, mas que só começou a funcionar em 1958, e dirigida pelo babalorixá Euclides Menezes Ferreira, (de Oxaguian c/Oxum) e Mãe Isabel de Xangô com Oxum.Os Fantis e os Ashantis eram povos da antiga Costa do Ouro, na África, atual República do Gana. É uma Casa de Mina e Candomblé que mantém a tradição desde sua fundação. Pai Euclides foi iniciado no tambor de mina por Maria Pia dos Santos, tendo sua principal entidade cabocla, o turco Juracema, confirmada por Anastácia Lúcia dos Santos, fundadora do terreiro da Turquia. Em 1980, Pai Euclides teve teve seus ‘santos’ confirmados no nagô (no xangô de Pernambuco). A raiz é do Terreiro Obá Ogunté também conhecido como Sítio de Pai Adão – Nagô do Recife – liderado hoje por Manuel Papai e Maria das Dores já falecida, juntamente Pai Raminho de Oxossi. Após tal confirmação, a Casa Fanti-Ashanti passou a se orientar principalmente para o candomblé, embora continuasse realizando o culto a entidades do tambor de mina e da cura ou pajelança. O terreiro é comandado por Tabajara, coadjuvado pelos encantados Juracema e Jaguarema que estão presentes em todas as atividades, exceto nos rituais de Candomblé, onde a entidade maior é Oxaguiam, dono da cabeça de pai Euclides, babalorixá do terreiro, que herdou seus conhecimentos religiosos de um antigo Tambor de Mina de São Luís – o Terreiro do Egito – fundado em 1864, por uma africana de Kumasi (Gana), e que funcionou até o final da década de 70. Euclides Menezes Ferreira é pioneiro em São Luís na prática do Candomblé.