GêneroCacuriá
LocalMaranhão, São Luís

SOBRE

Nascida em 1924, no Sítio da Conceição, bairro do Batatã, em São Luís do Maranhão, com o nome de Almeirice da Silva Santos, Dona Teté aprendeu a tocar caixa aos oito anos de idade, “espiando” uma senhora chamada Maximiana, que morava perto de sua casa, no bairro do João Paulo. Definia-se como autodidata – “Eu aprendi olhando e escutando, ninguém me ensinou”. Aos 12 anos começou a trabalhar como empregada doméstica, ofício que só largou aos 58, quando já era uma reconhecida mestrado cacuriá. Também conhecido como Bambaê de Caixa ou Carimbó de Caixa, o Cacuriá se origina nas brincadeiras de encerramento dos festejos do Divino Espírito Santo.

Frequentadora assídua de ladainhas e alvoradas, seu reconhecimento no mundo da cultura popular se deu por volta dos seus 50 anos, quando começou a participar das festividades do Divino Espírito Santo, promovidas pelo folclorista Alauriano Campos de Almeida, o ‘seu’ Lauro, na Vila Ivar Saldanha, em São Luís. Integrou também o grupo de tambor de crioula, mas sua grande paixão passou a ser a dança do cacuriá. Destacou-se em tudo o que fez e em 1980 recebeu um convite do Laboratório de Expressões Artísticas (Laborarte) para ensinar o toque de caixa do Divino para uma peça teatral chamada “Passos”. Em 1986, com a ajuda do grupo, criou o Cacuriá de Dona Teté, que se tornou o principal grupo e referência do gênero, hoje conhecido dentro e fora do país. Com ele gravou dois discos: Cacuriá de D Teté (2003) e Serra do Mar (2015). Dona Teté faleceu em 2011, mas seu legado permanece vivo.

 

Fonte:

Cacuriá de Dona Teté

FOTOS

Cacuriá de Dona Teté

 

VÍDEOS

Cacuriá de Dona Teté – 23/junho/2004

Cacuriá de Dona Teté – 27/junho/2003

Veja também