GêneroNo data
LocalAlagoas, Coqueiro Seco

SOBRE

A Chegança é um folguedo do ciclo natalino, uma dança dramática, cujo auto “marítimo” rememora as navegações portuguesas e a luta entre cristãos e mouros. No passado, era apresentado em uma barca, feita de “taipa”, construída nas praças ou em locais de festas natalinas, onde o folguedo iria se apresentar. Hoje em dia já não existe mais essa estrutura, as apresentações acontecem em palanque comum.

Vestidos como a marujada de acordo com a patente que representam: Almirante, Capitão de Mar e Guerra, Mestre Piloto, Mestre Patrão, Capitão Artilheiro, Calafate, Imediato, Gajeiro, Capitão de Fragata, Marinheiro e o Padre, os integrantes executam sua coreografia acompanhando as músicas que são ritmadas por dois ou três pandeiristas, único instrumento musical do folguedo.

As partes da apresentação são chamadas de “embaixadas”, onde louvam o Menino Deus, a Virgem Maria ou a Padroeira do local. Narram também os acontecimentos e dificuldades ocorridos na viagem ao mar, como as tempestades, a batalha contra os mouros, a partida e a chegada ao porto.

A Chegança “Silva Jardim” foi fundada em 2001 por Dona Luzia Simões, já falecida, na cidade de Coqueiro Seco/AL. Depois de uma gincana com os alunos das escolas municipais sobre folclore, Dona Luzia teve a ideia de reativar as brincadeiras formando os grupos de chegança e de pastoril, preservando o antigo nome do passado. Em 2007 recebeu o Prêmio Culturas Populares – Mestre Duda, do Ministério da Cultura. Esta premiação resultou na gravação do CD “Chegança Silva Jardim”.

 

Fonte:

Chegança Silva Jardim

FOTOS

Chegança Silva Jardim – Janeiro/2005
Chegança Silva Jardim – 2010

 

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