Álbum “Auto do Guriatã” (2026)

Reunindo artistas e grandes mestres que têm como foco de seu trabalho as tradições populares, o Auto do Guriatã apresenta o mais clássico dos autos tradicionais brasileiros, na célebre versão de Mestre Humberto de Maracanã, um dos maiores cantadores de Bumba Boi de todos os tempos, falecido em 2015.

 

Ópera popular e musical contemporâneo, o auto do Bumba Boi conta a história do boi predileto do Amo/Fazendeiro, que é roubado pelo Pai Francisco/Nego Chico, pois sua esposa Catirina, grávida, deseja comer a língua desse Boi dançarino. O animal desaparecido é procurado por diversas personagens, em uma trama cheia de reviravoltas e inúmeras variações, até que, identificado o ladrão, Pai Francisco devolve o Boi, mas já quase morto. É chamado então o Doutor/Pajé, que com rezas e aboios cura o Boi, que finalmente urra, voltando à vida. Adiante, outro destino o espera, para que esse ciclo se reinicie.

 

Este Auto, espelho e síntese da diversidade brasileira, alia à simplicidade do enredo a surpreendente sofisticação que a cultura oral filtra qualitativamente através do tempo. A história, com sua narrativa simbólica e atemporal, reflete questões contemporâneas como relações sociais e de poder, contracolonialismo e patriarcado. O vigor das trupiadas, a luminosidade das melodias e sua relação inseparável com uma prosódia rítmica e contundente fazem do espetáculo uma experiência particular.

 

O Bumba Boi de Maracanã é uma utopia de Brasil, é o Batalhão de Ouro que forma trincheira para nos defender do preconceito, do descaso, da miséria. Forjado com maestria por São João, foi conduzido por mais de quatro décadas pelo maracá de prata de Mestre Humberto.

Descrição

FICHA TÉCNICA:
Concepção e direção artística: Renata Amaral
Direção musical: Lincoln Antonio
Direção cênica: Maria Gomide
Produção executiva: Aline Fernandes
Produção musical, mixagem e masterização: André Magalhães
Figurinos e ilustrações: Isabel Gomide
Design gráfico: Andrea Pedro
Textos: Renata Amaral
Produção de campo: Tábata Araújo
Assessoria de imprensa: Railidia Carvalho
Social media: Fabiana Freier
Assistente de gravação: Pedro Miranda
Realização: Acervo Maracá
Fotos: Daniel Kersys, Diana Gandra, Renata Amaral, Tábata Araújo

Voz e percussão: Ana Maria Carvalho
Voz e percussão: Graça Reis
Voz e percussão: Sapopemba
Voz e percussão: Tião Carvalho
Voz e percussão: Aline Fernandes
Percussão e voz: Henrique Menezes
Percussão e voz: Ariel Coelho
Piano e voz: Lincoln Antonio
Baixo e voz: Renata Amaral

Participações especiais:
Sanfona: Gabriel Levy
Voz: Marcelo Pretto
Violão e balafon: Marquinho Mendonça
Rabeca e sopros: Thomas Rohrer

Gravado em: Agosto de 2025, no Estúdio Gargolândia – Alambari/SP

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